Escoliose

Minha filha tem desvio na coluna, o que devo fazer?

O primeiro passo consiste em entender o que é normal. A coluna possui uma curva lombar discretamente voltada para dentro, enquanto os ombros são naturalmente moldados por uma pequena curva no dorso. O problema surge quando é notado um desvio para os lados. Muitas vezes, o que mais chama a atenção é que, um dos ombros fica mais elevado em relação ao outro, assim como um dos quadris, que parece estar mais alto. Estes sinais podem indicar que sua filha tem ESCOLIOSE.

 

O que você deve fazer?

 

1- Observe sua filha

2- Modifique a postura

3- Leve uma vida mais leve - Cuidados com a Mochila

4- Leve sua filha a um especialista

 

Como é o tratamento?

 

  • Curvas abaixo de 10 graus de desvio lateral: Não é considerado escoliose. Neste caso, atividade física monitorada e cuidados posturais, assim como fisioterapia, podem ajudar.

  • Curvas 10-20 graus: Escoliose leve (observar)

  • Curvas 21-40 graus: Escoliose moderada (podem estabilizar com coletes)

  • Curvas >40 graus: Escoliose grave (tendência maior ao tratamento cirúrgico)

 

O médico não vai apenas observar esses números, vai fazer uma avaliação física completa para saber a origem da escoliose que pode ser congênita (quando a pessoa nasce com o problema), idiopática (quando surge durante o crescimento), associado à síndromes/outras doenças, pós trauma, degenerativa do idoso. O médico também irá avaliar o potencial que a criança ou adolescente tem para crescer, pois, quanto mais a criança cresce, maior a chance da coluna “entortar”. Além de investigar a origem do desvio e o potencial que a coluna tem para "entortar", o médico vai avaliar os seguintes aspectos:

 

  • A coluna com desvio é RÍGIDA ou FLEXÍVEL?

  • O quadril está muito inclinado?

  • Existe alguma diferença no comprimento das pernas?

  • A respiração está normal ou afetada pela compressão pulmonar causada pelo desvio?

  • Tem outras alterações em outros órgãos do corpo ou é somente na coluna o problema?

  • Como está o equilíbrio? E a marcha?

  • Tem alguma alteração neurológica?

  • Isso está causando dor e limitando a qualidade de vida?

 

Todas essas questões, após analisadas, podem indicar a necessidade de outros exames ou a procura de outros profissionais para uma avaliação conjunta (desde fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, pediatras, clínicos, pneumologistas, urologistas, cardiologistas, neurologistas, psicólogos, entre outros). Um cuidado interdisciplinar (com vários profissionais) é fundamental, especialmente nos casos mais graves, que eventualmente irão necessitar de tratamento cirúrgico. 

Quando e como devo utilizar o colete?

 

Vale lembrar que, apesar de ser benéfico em alguns casos, utilizar um colete sem indicação pode ser prejudicial. Quem ajuda a sustentar o tronco são (além da estrutura óssea, articulações e discos) os nossos músculos. Quando usamos um colete por muito tempo, os nossos músculos ficam “preguiçosos" e atrofiam, perdendo a capacidade de dar o suporte, alinhamento e equilíbrio para a coluna vertebral. Por isso, o colete deve ser usado somente nos casos de Escoliose com curvas entre 21 e 40 graus em indivíduos em fase de crescimento (e depende do potencial que tem para crescer e do quanto a curva está piorando o desvio). Por isso, nunca uma única avaliação é suficiente para determinar todo o tratamento. O profissional irá analisar o pacientem momentos diferentes para ver se, com o tratamento proposto, a coluna continua desviando para o lado, quanto e em que grau. 

 

Que tipo de cirurgias são feitas hoje?

 

Em curvas graves, progressivas que necessitem de tratamento cirúrgico, o tipo de cirurgia irá depender de:

  • Idade: Quanto mais jovem operar, maior a tendência em usar materiais que permitem o crescimento (exemplo: Growing-rods). Não há idade certa para operar e cada caso deve ser avaliado individualmente. Também é fundamental saber se a pessoa tem muitos riscos cirúrgicos que superem os benefícios de passar por uma cirurgia, assim como o desejo da pessoa e dos seus familiares.

  • Na maioria dos casos é optado pela técnica de fixação com parafusos pediculares conectados a hastes que ajudam na correção dos desvios.

  • Pode ser feita uma correção mexendo em um número pequeno de vértebras ou em um número maior de vértebras (isso depende do quando as vértebras estão inclinadas e rodadas, de quantas curvas existem, entre vários outros fatores). 

  • A tecnologia de impressão em 3D, cada vez mais disseminada pelo mundo, utilizada de rotina em nosso serviço para o tratamento de escolioses graves, vem sendo utilizada nos tratamentos mais complexos, para compreender melhor o que será encontrado durante a cirurgia, para que o profissional opere com maior precisão, já que entende melhor a anatomia específica daquele paciente com algo mais palpável.

  • XLIF: Trata-se de uma técnica menos invasiva, que pode ser usada em alguns casos de escoliose com curvas menores, porém mais sintomáticas, em pessoas idosas, que não podem passar por uma cirurgia tão grande. Consiste na colocação de “calços” para abrir as concavidades das curvas e deixar a coluna mais reta, assim como descomprimir os nervos de forma indireta.

  • Neuromonitorização transoperatória: Usada de rotina no nosso hospital em casos de deformidades na coluna, trata-se do monitoramento dos nervos e da medula espinhal durante a cirurgia. Com este método avançado, conseguimos corrigir as curvas da coluna de forma muito mais segura.  

 

Se eu não fizer nada o que pode acontecer?

 

  • Piora do desvio na coluna

  • Respiração pode ficar comprometida no futuro

  • Podem surgir dores na vida adulta

  • Limitação na qualidade de vida

  • Baixa auto-estima

 

Ignorar o problema e achar que é somente “problema postural”, assim como achar que sozinho pode resolver tudo, pode levar a um caminho sem volta. Uma vez que a escoliose está presente e evoluindo para curvas moderadas ou graves, raramente o desvio irá regredir se não for tratado de forma adequada. Para mais informações, clique aqui.

 
 
 
 
 

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